SEG 28 SET, 12, 19 E 26 OUT, 18H—20H (4 SESSÕES)
CURSO BREVE #46 — INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: MÁQUINAS QUE APRENDEM E O PACTO DE FAUSTO
CURSO BREVE

Com

Luís Paulo Reis e João Ramos Pimenta
AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT

ENTRADAS

Entrada 7 euros / 3,50 euros com cartão da biblioteca ou cartão Porto.

Após a primeira sessão:
Entrada por sessão 2 euros / 1 euro com cartão da biblioteca ou cartão Porto.

Bilheteira online ou espaços com bilheteira do Museu e Bibliotecas do Porto / 186 participantes

CURSO BREVE #46 — INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: MÁQUINAS QUE APRENDEM E O PACTO DE FAUSTO
Imagem gerada por ferramenta de inteligência artificial

Durante séculos, a humanidade esforçou-se por preservar o conhecimento e transmiti-lo às gerações seguintes, através da escrita e das bibliotecas. A inteligência artificial é a ferramenta mais poderosa alguma vez criada: capaz não só de armazenar informação, mas de a processar a uma velocidade cada vez maior — potenciando a capacidade humana para novos patamares e, eventualmente, superando-a. Escreve e traduz, desenha e diagnostica, acelera a descoberta científica e redesenha a própria guerra. O que era matéria de ficção científica tornou-se, em poucos anos, infraestrutura do quotidiano e objeto de disputa entre empresas e potências: uma tecnologia que já não se limita a executar o que lhe ordenamos, mas aprende, propõe e surpreende.


Este Curso Breve propõe uma viagem, do zero à vanguarda, pelo que a inteligência artificial é, pelo que já faz e pelo que poderá vir a fazer. Sem exigir conhecimentos prévios, cada sessão parte dos conceitos fundamentais e avança até à fronteira da investigação e aos cenários de futuro, cruzando as dimensões económica, social e geopolítica desta transformação. Todas as sessões incluem demonstrações ao vivo, em diálogo direto com os sistemas de IA mais avançados da atualidade.

 

 


PROGRAMA


SEG 28 SET, 18H

«SUMMA ARTIFICIALIS»

A partir de S. Tomás de Aquino, «Summa Theologica» (séc. XIII)

Da pergunta fundadora de Alan Turing, em 1950, aos sistemas que hoje dialogam connosco em linguagem natural: o que é, afinal, a inteligência artificial? Nesta sessão inaugural percorrem-se as ideias essenciais – algoritmos, aprendizagem automática, redes neuronais, modelos generativos – explicadas do zero e sem tecnicismos, até ao estado da arte da investigação. Entre a história e a demonstração ao vivo, descobre-se como é que uma máquina "aprende", o que distingue a IA atual da dos filmes, e por que razão este momento é diferente de todos os anteriores.

SEG 12 OUT, 18H

«TEMPOS ABSOLUTOS»

A partir de Charlie Chaplin, «Modern Times» (1936), e Karel Čapek, «A Fábrica do Absoluto» (1922)

A IA como nova revolução industrial: desta vez, a automação chega ao trabalho intelectual. Partindo de exemplos concretos – da medicina ao direito, da engenharia à gestão – analisa-se o impacto da IA na produtividade, no emprego e nas profissões, separando o que os dados já mostram daquilo que é especulação. O direito serve de caso de estudo: uma das profissões mais antigas e codificadas do mundo, onde a pesquisa que ocupava dias passa a fazer-se em minutos – ilustrado com a demonstração ao vivo do JurisVis, assistente de investigação jurídica com IA desenvolvido em Portugal para o direito português, que mostra como esta transformação não é apenas importada: também se constrói cá. Olha-se depois para a vanguarda: agentes autónomos que executam tarefas completas, a corrida ao investimento que mobiliza somas sem precedente histórico, e as perguntas que dividem os economistas – que empregos mudam, quais desaparecem, quais nascem, e quem ganha e quem perde nesta transição.


SEG 19 OUT, 18H

«O NOVO GOLEM»

A partir da lenda do Golem de Praga e de Gustav Meyrink, «O Golem» (1915)

Quando a inteligência sai do ecrã e ganha corpo: nesta sessão explora-se o cruzamento da IA com a robótica e a visão artificial. Parte-se dos fundamentos – como é que uma máquina ‘vê’ uma imagem, reconhece um rosto ou interpreta uma estrada – e avança-se até à vanguarda: veículos autónomos, cirurgia robótica, drones, fábricas inteligentes e a nova geração de robôs humanoides que aprendem a mover-se e a manipular o mundo físico. Discute-se por que razão é tão difícil dar mãos a uma inteligência que já fala tão bem – o chamado paradoxo de Moravec –, e o que significará, para a indústria, os cuidados de saúde e o quotidiano, a chegada de máquinas que veem, se deslocam e agem. Com demonstrações ao vivo de visão artificial.


SEG 26 OUT, 18H

«O PRÍNCIPE E A MÁQUINA»

A partir de Nicolau Maquiavel, «O Príncipe» (1532)

A sessão final eleva o olhar à escala do planeta e traz o debate até Portugal. A IA tornou-se questão de Estado: a rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China, a corrida aos semicondutores e à energia, a posição da Europa e o seu esforço regulador. E, neste tabuleiro, que lugar para a soberania portuguesa? Discute-se o que significa depender de modelos, dados e infraestruturas de terceiros – na língua, no direito, na administração e na defesa – e o que Portugal pode construir pelos seus próprios meios, retomando exemplos nacionais apresentados ao longo do curso. Apresentam-se ainda, com seriedade, os cenários em debate na comunidade científica – da automação gradual à hipótese de uma inteligência artificial geral –, os riscos que preocupam os investigadores e as razões para otimismo. Termina-se onde tudo interessa: o que pode cada cidadão, e o que deve cada sociedade, fazer perante a maior transformação tecnológica do nosso tempo.

ENDEREÇO

Jardins do Palácio de Cristal
Rua de Dom Manuel II
4050-239 Porto

AUTOCARRO

1M, 200, 201, 207, 208, 302, 303, 501, 507, 601, ZM, 12M, 13M
Circular Massarelos – Carmo

ESTACIONAMENTO

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