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Entrada livre, sujeita à lotação do espaço / 186 participantes

Assinalando o 25º aniversário da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, e tomando como mote o Dia Mundial das Bibliotecas – 1 de julho-, decorre de 30 de junho a 22 de julho a exibição de cinco filmes que refletem sobre o universo da biblioteca.
O ciclo começa Simbolicamente, a 1 de julho com a projeção do filme The Librarians, que mostra a luta atual e inquietante de um grupo de bibliotecários norte-americanos pela defesa da democracia e do direito à leitura. No final um debate sobre este tema reúne representantes da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Profissionais da informação (BAD), Acesso Cultura e Goethe-Institut Portugal.
A partir de 8 de julho são exibidos três filmes selecionados por Tó Costa, que estabelecem uma ligação subtil ao universo das bibliotecas. Em As Asas do Desejo, apresentado pelo curador do ciclo, a biblioteca surge como lugar de escuta e de memória coletiva; em Paterson, a escrita e a leitura revelam a poesia do quotidiano, sendo a projeção antecedida pela leitura de poemas de William Carlos Williams e Ron Padgett; e em Quem És Tu?, que conta com a presença do realizador João Botelho, a obra de Almeida Garrett convoca a identidade, a história e o património que as bibliotecas preservam e reinventam.
PROGRAMA
QUA 1 JUL, 18H
THE LIBRARIANS
De Kim A. Snyder
Ano: 2025
Duração: 1h32
PROJEÇÃO DO FILME SEGUIDA DE CONVERSA COM FILIPA LEITE (BAD), MANUEL MAZBENDER (Goethe-Institut Portugal), MARIA VLACHOU (Acesso Cultura)
No Dia Mundial das Bibliotecas celebramos o papel fundamental destes equipamentos no acesso democrático à informação, à educação e à cultura. Em colaboração com o Goethe Institut, Acesso Cultura e a BAD, as Bibliotecas do Porto promovem a exibição do filme, seguindo-se uma conversa sobre o tema.
Este documentário apresenta um retrato intenso de nove bibliotecárias e bibliotecários nos Estados Unidos que se encontram na linha da frente da defesa da democracia e do direito à leitura. Confrontados com assédio, ameaças e legislação que coloca em causa o seu trabalho, estes profissionais assumem-se como defensores da liberdade de ler. Um retrato inquietante da realidade contemporânea e um alerta poderoso sobre a importância de proteger direitos fundamentais em sociedades democráticas.
QUA 8 JUL, 18H
Apresentado por António M. Costa
AS ASAS DO DESEJO
De Win Wenders
Ano: 1987
Duração: 2h02
Na Berlim do pós-guerra, Damiel e Cassiel são dois anjos que deambulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles leem os pensamentos e tentam confortar as almas que encontram. Com a colaboração do Nobel da Literatura Peter Handke na escrita do argumento e diálogos, e a maravilhosa fotografia a preto e branco do lendário Henri Alekan, «As Asas do Desejo» tem uma sequência belíssima na Staatsbibliothek zu Berlin e um concerto de Nick Cave.
QUA 15 JUL, 18H
PATERSON
De Jim Jarmusch
Ano: 2016
Duração: 1h58
PROJEÇÃO DO FILME ANTECEDIDA DA LEITURA DE POEMAS DE WILLIAM CARLOS WILLIAMS E RON PADGETT
Paterson é uma homenagem ao poeta William Carlos Williams e à sua poesia, e, como escreveu Enrique Vila-Matas, «um subtilíssimo elogio da arte como forma de relação com o quotidiano». Jarmusch filma a história de um motorista de autocarro de nome Paterson, em Paterson, a pequena cidade têxtil onde Williams viveu, escreveu, exerceu o seu ofício de médico e à qual dedicou o poema longo que tem o nome da cidade no título e que também vemos no filme.
Os poemas que este motorista-poeta, interpretado por Adam Driver, escreve são da autoria de Ron Padgett, um poeta da segunda geração da New York School of Poets.
QUA 22 JUL, 18H
Apresentado por João Botelho
QUEM ÉS TU?
De João Botelho
Ano: 2001
Duração: 1h52
Esta é a adaptação de João Botelho de Frei Luís de Sousa, a peça mais célebre e a mais lida de Almeida Garrett, que dá o nome à biblioteca.
Botelho pega na grandeza de Frei Luís de Sousa, onde Garrett soube tão bem descrever o luxo e a decadência do século XVI português, numa atmosfera moral, visionária e supersticiosa, com a Inquisição a atacar, e que viria a desaguar no maior mito da nossa história – o Sebastianismo – para colocar uma série de interrogações. Botelho dizia: «Num período de grande globalização, em que as pessoas deixaram de ter sangue e alma e cérebro e coração, este filme é uma forma de falar da identidade nacional.» Ontem, como hoje.
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